| Eu vi um menino correndo |
| Eu vi o tempo |
| Brincando ao redor do caminho daquele menino |
| Eu pus os meus pés no riacho |
| E acho que nunca os tirei |
| O sol ainda brilha na estrada |
| E eu nunca passei |
| Eu vi a mulher preparando |
| Outra pessoa |
| O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga |
| A vida é amiga da arte |
| É a parte que o sol me ensinou |
| O sol que atravessa essa estrada |
| Que nunca passou |
| Por isso uma força me leva a cantar |
| Por isso essa força estranha no ar |
| Por isso é que eu canto, não posso parar |
| Por isso essa voz tamanha |
| Eu vi muitos cabelos brancos |
| Na fronte do artista |
| O tempo não pára, e no entanto ele nunca envelhece |
| Aquele que conhece o jogo |
| Do fogo das coisas que são |
| É o sol, é o tempo, é a estrada |
| É o pé e é o chão |
| Eu vi muitos homens brigando |
| Ouvi seus gritos |
| Estive no fundo de cada vontade encoberta |
| E a coisa mais certa de todas as coisas |
| Não vale um caminho sob o sol |
| É o sol sobre a estrada |
| É o sol sobre a estrada, é o sol |
| Por isso a força me leva a cantar |
| Por isso essa força estranha no ar |
| Por isso é que eu canto, não posso parar |
| Por isso essa voz, essa voz tamanha |
| Por isso uma força me leva a cantar |
| Por isso essa força estranha no ar |
| Por isso é que eu canto, não posso parar |
| Por isso essa voz tamanha |