| O caminho que escolhi é o estreito |
| Até parece duro e espinhoso |
| Mas é reto e perfeito |
| A verdade cai na terra como uma bomba |
| A mágoa leva a coincidência feito uma tromba d'água |
| O fim da inocência perdida no começo |
| Vai te trazer conseqüências, você paga o preço |
| Por isso vigia o tempo todo, de noite e de dia |
| Para não ser pego lodo escuro que eu já conheço |
| Pra trazer à tona o meu sentimento mais profundo |
| Para resistir ao mundo arranquei o primeiro prego |
| Levante contra mim o seu exército |
| Que eu não me entrego |
| Pra você eu sou louco |
| Para mim você é cego |
| O caminho que escolhi é o estreito |
| Me apontaram, me julgaram |
| Mas não viram seus próprios defeitos |
| Sinto no meu peito |
| Que conspiram, mas são cegos e não viram |
| Que sou protegido mesmo à noite quando me deito |
| Viver em verdade, eu tenho a vida aberta |
| Nada do que eu fui dá saudade |
| Errando a gente acerta |
| O mundo me ataca como um mar em ressaca |
| Mas eu agüento |
| Quem é forte por fora |
| É dez vezes mais por dentro |
| Estreito |
| O caminho que escolhi é o estreito |
| Ao meu lado eu tenho Deus |
| O meu trabalho, o que foi feito está feito |
| Ser liberto ou entregue |
| Diz que rumo você segue |
| Eu vou em frente independente |
| Do mar que eu navegue |
| Numa rocha eu me ponho de pé |
| E venha o que vier, nada abala um homem |
| Quando ele se firma na fé |
| Mundo à beira do caos |
| A maldição de homens maus |
| Não é nada perante a verdade |
| Como ela é |